Nova hermenêutica da Alegoria a Caverna de Platão?
24, Fevereiro,2008 at 2:00 pm | In Consciência, Filosofia | 1 CommentParece que para a insatisfação dos professores de filosofia, a Caverna de Platão recebeu uma nova interpretação, porém, esta é mais contextualiazada. Segundo os filósofos pesquisadores da UFMG, a Alegoria da Caverna de Platãotem no sentido da metafóra muito mais a ver com o fato do orfismo, berço do espiritismo. O “sair da caverna” seria sair do corpo, desencarnar. Ver o mundo que não se consegue ver é ver o mundo espiritual. A luz que cega vinda da fogueira e que está na porta da caverna é a misteriosda luz que se vê entre a passagem desse mundo para o outro. E não conseguir comunicar o mundo existente lá fora para os homens de dentro da caverna é o mito da reminiscência, ou seja, o homem ao voltar para seu corpo ele esquece tudo. Portanto nessa Hermenêutica, a Caverna nada mais é que o proprio corpo-humano.Platão recebeu fortissima influêcia dos Pitágoricos e herdou como consequência o Orfismo que acredita na reencarnação e na vida pos-mortem. E toda aquela antiga interpretação de se atingir a sabedoria suprema o Nous era só uma intrpretação pessoal que os filosofos queriam escutar. Platão talvez quizesse comunicar suas experiêcias no mundo espiritual e porém não podia falar abertamente pelo medo de morrer como um “corrompidor da juventude”, assim como Sócrates. Então, Platão, como um belo escritor que era, usou de seus recursos literários para falar dessa experiência. Algo pouco analogo como aconteceu aqui no Brasil, na Ditadura,com os Tropicalistas. Mas será que Platão viajou fora de seu corpo? Será que Platão realmente tinha consciência de uma vida espiritual, um mundo de almas?
…será?
O computador poderá pensar sozinho?
23, Agosto,2007 at 2:55 am | In Consciência, Filosofia | 3 CommentsIsso mesmo meus amigos, o futuro está cada vez mais perto. E novos computadores mais eficazes são produzidos a cada dia. Até onde chegaremos com essa evolução. Chegaremos em um ponto em que nossos computadores possuirão cerebros atalmente inteligentes capazes de raciocinar por si proprios? Esta é a grande duvida atual na area da Filosofia da mente. O autor mais polemico e mais defendido é Jhon Searle. Em seu livro “O mistério da consciência” ele analisa as posições emergentes dos filósofos da mente demonstrando através de argumentos e refutações a sua posição frente aos problemas da consciência. Dentro de a divisão de analistas podemos identificar Searle mais como um dualista de propriedade, ou seja, os dualistas de propriedade separam a mente e corpo por certos estados e propriedades diferentes, estaríamos tratando da mesma substância em ambos os casos, porém ela apresenta estados diferentes. Searle acredita fielmente que o cérebro produz a consciência, ele não sabe realmente como isto acontece, mas sabe que através dos impulsos elétricos que os neurônios recebem e suas respostas aos estímulos produzem os estados mentais que geram também a consciência. Desse modo podemos dizer que para Searle a consciência ainda é um problema biológico, a mente e o corpo partilham da mesma substância, por isso Searle acredita que nunca um computador pode vir a ter consciência, por ser de uma substância diferente da nossa, não-orgânica. Como no famoso paradoxo do Quarto Chinês. Nesse caso, a posição de Searle é de que o computador nunca possuirá o conteúdo semântico dos objetos Chineses, e conseqüentemente sua significação. Pois o que é apresentado para ele é apenas uma forma, uma sintaxe sobre um problema a ser resolvido, um problema que através de um manual, ou um conjunto de regras para solucinação do problema o programa resolve associando símbolos que ao mesmo tempo desconhece, sem conteúdo semântico. Dessa forma a I. A. forte não poderá ser validada totalmente uma vez que a mente humana possui semântica e sintaxe. Para Searle, a mente humana vai além do simples programa de computador. Apesar dele aceitar que existem certas maquinas que conseguem pensar, assim como a mente humana também pode computar (2+2=4). Este exemplo gerou muita discussão pois todos começaram a refutar Searle por entender que ele não acreditava que a maquina pudesse pensar, mas o que ele tentou propor com esse simples argumento foi de demonstrar que a I. A. Forte não pode ser encarada como real, pois a mente não é um simples programa de computador, ela vai além deste, apesar de realizar certas tarefas parecidas como tal. E o computador não pode ser igualado a mente, uma vez que este não garante presença de conteúdo semântico.
Lembro aqui a vocês que foi lançado no ano passado um videogame de ultima geração em que seus circuitos funcionam exatamente como os neuronios de um cerebro humano(Meu Deus, aonde eles querem chegar?). Agora, façam suas apostas.
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